O fundador do
Budismo, viveu na Índia há 2.500 anos atrás. Seus discípulos,
após sua morte, mantiveram-se organizados em uma Comunidade,
o Sangha, que zelou pela conservação dos ensinamentos do
Mestre. Breve, a Sangha fragmentou-se em uma série de
escolas e seitas diversas das quais o Mahayana, ou Escola do
Sul, entrou na China no Início da era cristã. Na China,
o Mahayana ramificou-se em uma série de escolas que
estudavam o Budismo em seus aspectos filosóficos, através
das Escrituras vindas da Índia. No século VI, porém,
teria aparecido na China um mestre hindu de nome Bodhidarma,
que teria ensinado que o Budismo não está no estudo de
conceitos e idéias, mas sim na prática da meditação
"Zazen", que proporcionou a Buda, a experiência libertadora,
através do desenvolvimento da Intuição. Esse Bodhidarma
é considerado o Primeiro Patriarca Zen da China, ao qual se
seguem cinco personalidades, formando um conjunto de Seis
Patriarcas.
Com o Sexto
Patriarca, Hui Neng, começam a se delinear melhor os
fundamentos do Zen Budismo e a literatura Zen começa a
produzir obras mais importantes. No tempo de Hui Neng, o Zen
Budismo se dividiu em duas escolas, a do Norte, que optava
por um desenvolvimento gradativo da mente e a do Sul, que
preferia a obtenção súbita e instantânea do
"Satori" ou Iluminação. O Zen Budismo atual
pertence à Escola do Sul.
No Japão, o
Zen começou a penetrar desde o século VII, mas só a
partir do século XIII tivemos a introdução oficial das
diversas seitas Zen. Três são as seitas Zen Budistas
japonesas, Soto, Rinzai e Obaku, todas pertencentes à
Escola do Sul, acima mencionada.